Samsung: A Ascensão dos Intermediários Rumo ao Status Premium

As funções introduzidas nos modelos premium da Samsung geralmente levam cerca de dois anos para serem incorporadas nos intermediários de alto padrão da linha A. Contudo, esse intervalo tem diminuído, o que é um movimento intencional.

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Renato Citrini, gerente sênior de produto de Mobile Experience da Samsung Brasil, explicou no Podcast TecMania de quinta-feira (16) como essa transição acontece e o que isso significa para aqueles que estão pensando em trocar de celular.

Entender o contexto é crucial. O segmento intermediário representa 78% das vendas de smartphones no Brasil, segundo a Canalys. A Samsung conquistou 40% de participação no mercado nacional em 2025, de acordo com pesquisa do Mobile Time em parceria com a Opinion Box.

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“O que lançamos no Galaxy S24 com a Galaxy AI já está presente hoje no Galaxy A56 e no A36”, afirmou Citrini.

As câmeras com melhor desempenho em condições de iluminação desafiadora e os processadores com eficiência energética aprimorada seguiram o mesmo caminho. Citrini comentou que a IA não atua sozinha: “A inteligência artificial está trabalhando em parceria com a câmera para elevar a qualidade das fotos e vídeos”.

Valor de revenda no foco

A Samsung adota o conceito “feito para durar” para caracterizar um conjunto de atributos de seus intermediários de topo. O A56, por exemplo, promete seis atualizações do Android e seis anos de patches de segurança, garantindo que um dispositivo lançado em 2026 tenha suporte até 2032. Resistência à água e poeira, assim como o acabamento em metal e vidro, também são aspectos que reforçam essa ideia de durabilidade.

Para Citrini, o longo ciclo de atualizações impacta diretamente o valor de revenda. “Quando você decidir revender esse smartphone, ele terá um valor maior por ainda ser um dispositivo atualizado,” destacou. O executivo fez uma analogia com o mercado de carros usados: quanto mais bem conservado e atualizado, maior será seu valor residual.

O Galaxy A57, recém-lançado, é o modelo mais recente dessa linha. Citrini posicionou o aparelho para usuários que utilizam o celular para trabalho, estudo e entretenimento, buscando um desempenho consistente sem ter que pagar o preço dos flagships.

Entretanto, a pressão de custos está à vista. A crise global de memória tem elevado o custo de componentes, mas Citrini destacou que a cadeia verticalizada da Samsung, que inclui fabricação própria de memória e as duas fábricas da empresa no Brasil, ajuda a mitigar parte desse impacto.

Olhar para o futuro, Citrini acredita que a inteligência artificial se tornará o próximo divisor de águas no segmento. “A IA não é um fim em si, mas uma ferramenta,” comentou. Câmeras, bateria e desempenho continuarão sendo critérios de compra importantes, mas a camada de IA atuando sobre esses componentes poderá transformar a percepção de valor nos próximos ciclos.

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