Empreendedorismo Feminino: Superando Desafios e Construindo Futuros
Nos últimos anos, as mulheres têm se destacado cada vez mais no mundo dos negócios, quebrando barreiras históricas que limitaram sua presença em setores tradicionalmente masculinos. Apesar das conquistas, os desafios permanecem, e a luta pela igualdade de oportunidades continua.
Nathália Pedroso, diretora da Lunagreen Bioativos, exemplifica essa jornada. Para ela, a necessidade de provar constantemente sua capacidade às vezes pode ser cansativa, mas a paixão pelo seu trabalho transforma essa luta em uma rotina gratificante. Em 2024, o Brasil contava com aproximadamente 10,4 milhões de mulheres à frente de seus próprios negócios, um número ainda inferior ao de homens, que somam cerca de 20 milhões.
Diante dessa realidade, iniciativas como a criação do Conselho Nacional de Empreendedorismo Feminino, pela Enterprise Europe Network Brasil, surgem como vitais para promover a igualdade. O objetivo é fomentar um ambiente onde mulheres possam se apoiar mutuamente e crescer, não apenas para mostrar à sociedade suas capacidades, mas para conquistar sua independência e realizar seus sonhos.
Uma das constatações do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) é que a maioria das empreendedoras apresenta preocupações com a sustentabilidade de seus negócios. De acordo com o estudo, 90% das mulheres relatam práticas que visam melhorar a sustentabilidade ambiental, enquanto 80% buscam objetivos de sustentabilidade social. A Lunagreen, por exemplo, é uma empresa que se destaca na pesquisa e fabricação de insumos naturais para cosméticos, priorizando processos que respeitam o meio ambiente e promovem a justiça social.
Nathália enfatiza que, além das habilidades técnicas, as mulheres levam ao empreendedorismo uma dose extra de paixão e compromisso. Essa conexão emocional com o trabalho pode resultar em produtos e serviços de maior qualidade e impacto positivo nas comunidades.
É importante ressaltar que, mesmo com todo o avanço, a disparidade salarial ainda é uma realidade alarmante, com empreendedoras ganhando, em média, 20% a menos que seus colegas homens. Contudo, Nathália acredita que o esforço vale a pena. Para ela, a presença feminina nos negócios é essencial e traz uma abordagem diferenciada que pode acelerar a inovação e o crescimento econômico.
O Conselho Nacional de Empreendedorismo Feminino, que se alinha à Comissão de Combate às Desigualdades, visa reposicionar as mulheres como líderes em seus setores. A vice-presidente da EEN Brasil, Cecília Leite, destaca a importância dessa iniciativa como uma plataforma estratégica que visa promover inclusão e desenvolvimento sustentável.
Além disso, o conselho funcionará em ambientes digitais, utilizando tecnologia e informação para democratizar o acesso ao conhecimento. Isso permitirá que mulheres de diversas regiões tenham oportunidade de se capacitar e se inserir em cadeias produtivas globais.
Por meio da colaboração entre diversas instituições e organizações, como a Confederação Nacional da Indústria e a Organização Brasileira de Mulheres Empresárias, estamos testemunhando o surgimento de um ecossistema mais justo e inclusivo.
O caminho ainda é longo, mas a determinação das mulheres empreendedoras, apoiadas por iniciativas estratégicas e uma rede de suporte, está moldando um futuro onde todos podem prosperar, niez respetar o gênero. Juntos, estamos construindo um cenário onde a igualdade de oportunidades se torna uma realidade.