domingo, agosto 31, 2025
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Terremoto gera tsunami na Rússia e Havaí: descubra como a tecnologia auxilia.

Um terremoto de magnitude 8,8 foi registrado por volta das 11h25 no horário local (00h25 em Brasília) nesta quarta-feira (30), nas proximidades da cidade de Petropavlovsk-Kamchatsky, situada na Península de Kamchatka, na Rússia. O tremor provocou alertas de tsunami em vários países banhados pelo Oceano Pacífico, incluindo Japão, Estados Unidos (Havai), México e parte da costa oeste das Américas. Esse evento evoca lembranças de outros grandes tremores históricos, como o terremoto no Chile em 1960 – o mais forte já registrado – e a tragédia de Fukushima, em 2011.

Diante do aumento da frequência de catástrofes, a tecnologia se torna um elemento crucial na proteção de vidas, previsão de eventos e organização de evacuações. Redes de sensores de IoT, algoritmos de inteligência artificial, dados via satélite e sinais oriundos de celulares e redes sociais auxiliam as autoridades na detecção de tremores, cálculo de epicentros, estimativa de riscos de tsunamis e na rápida comunicação com a população.

O epicentro do tremor foi localizado a aproximadamente 125 km de Petropavlovsk-Kamchatsky, a uma profundidade considerada rasa de 19,3 km. As ondas de tsunami resultantes impactaram diversos países do Pacífico, com a Rússia registrando ondas de até 5 metros em Severo-Kurilsk, enquanto o Havaí enfrentou uma elevação de 1,74 metro no nível do mar. Embora até o momento nenhum país tenha informado sobre vítimas fatais, os danos materiais são expressivos, afetando portos e cidades costeiras. Alertas de tsunami foram emitidos por organizações como o USGS e a Agência Meteorológica do Japão, ativando sistemas de evacuação com notável eficiência.

Após o abalo, o vulcão Klyuchevskoy, o pico mais alto da península, com 4.850 metros, entrou em erupção. O Serviço Geofísico Unificado da Academia Russa de Ciências indicou, por volta das 16h (10h em Brasília), que lava incandescente estava descendo a encosta, acompanhada de explosões e brilho no cume. Este vulcão havia registrado sua última erupção em abril de 2025.

Sistemas modernos de alerta sísmico utilizam redes de sensores conectados à Internet das Coisas (IoT) que identificam as ondas primárias assim que um tremor ocorre. Exemplos de tecnologia avançada incluem o sistema ShakeAlert nos EUA, que já emite alertas em celulares Android, e o Earthquake Early Warning (EEW) no Japão, que utiliza TVs, aplicativos e alto-falantes nas cidades costeiras. Em comum, esses sistemas utilizam sensores geolocalizados e transmissão via satélite para garantir rapidez nas informações.

A tecnologia espacial também é vital: satélites de observação da Terra monitoram mudanças bruscas na superfície, enquanto imagens de alta resolução facilitam a identificação rápida das áreas impactadas. A união com inteligência artificial permite a análise de grandes volumes de dados em tempo real, prevendo impactos e estimando rotas seguras para evacuação.

Os sensores DART (Deep-ocean Assessment and Reporting of Tsunamis) atuam como “tsunômetros”, detectando variações abruptas de pressão causadas por tsunamis. Esses dispositivos, ancorados no leito oceânico, se conectam a boias que transmitem dados em tempo real por satélite para centros de monitoramento. Em 2023, um novo sistema de filtragem de ruído desenvolvido pela NOAA possibilitou a instalação desses sensores a apenas 10 minutos da zona sísmica, otimizando os tempos de resposta.

Outro avanço significativo vem dos cabos submarinos de telecomunicações, com o projeto SMART (Science Monitoring and Reliable Telecommunications), que visa equipar esses cabos com sensores capazes de monitorar parâmetros como temperatura, pressão e aceleração sísmica. Portugal começará a implementar o sistema no Atlântico, ligando o continente às ilhas dos Açores e Madeira, enquanto o Brasil já participa de discussões sobre o monitoramento do Atlântico Sul.

Além disso, smartphones modernos têm acelerômetros que podem detectar tremores leves. Iniciativas como o MyShake, da Universidade da Califórnia, aproveitam esses dados para criar redes colaborativas de detecção precoce. Redes sociais também servem como canais de emergência, monitoradas por inteligência artificial, que busca identificar informações em tempo real sobre os locais mais afetados e as necessidades da população.

Diversos relatórios indicam que cada dólar investido em prevenção pode evitar perdas que chegam a dez vezes esse valor em danos. A educação para emergências é igualmente crucial, com simulações anuais promovidas no Japão e no Chile em suas populações.

O terremoto registrado reafirma a tensão nas placas tectônicas do planeta, especialmente no Círculo de Fogo do Pacífico. Embora não seja possível evitar eventos naturais, os recentes avanços tecnológicos têm sido essenciais para salvar vidas.

Durante o terremoto de magnitude 9,0 que atingiu a costa leste do Japão em 2011, mais de 15 mil vidas foram perdidas, um número que poderia ter sido ainda maior sem as medidas de prevenção implementadas. Sistemas de alerta sísmico permitiram que trens-bala parassem em segurança antes da chegada das ondas devastadoras.

O Brasil, localizado no centro da Placa Sul-Americana, não registra terremotos significativos devido à sua distância das bordas tectônicas, mas pequenas ocorrências podem ser notadas em regiões específicas. A tecnologia também tem sido aplicada em construções, com desenvolvimentos que aumentam a resistência a tremores.

Com diversas inovações sendo testadas e implementadas, a engenharia sísmica continua a buscar soluções eficazes para proteger a população e minimizar danos em caso de desastres naturais.

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