Apesar de parecer que os celulares de hoje não possuem mais antenas, como os antigos modelos “tijolão”, a verdade é que esses componentes evoluíram em forma e localização. Atualmente, as antenas são integradas à estrutura do dispositivo, graças a uma série de inovações tecnológicas.
Essas inovações possibilitaram que as antenas fossem enroladas ou embutidas nas partes internas e externas dos smartphones.
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Em muitos dispositivos modernos, a moldura de metal nas laterais do corpo do telefone atua como a antena. Pequenas linhas de plástico ou cortes na estrutura metálica isolam seções, evitando que o metal se torne um condutor único e prejudique a recepção do sinal.
Como as antenas foram para dentro do celular
A mudança das antenas externas para a parte interna foi realizada através de engenharia capaz de enrolar o componente em formato de mola, conhecido como antena helicoidal.
Esse método, comercializado pela primeira vez nas décadas de 1990 e 2000, mostrou que as antenas podem ocupar formas mais complexas dentro do chassi, ao invés de serem linhas retas.
O uso de geometria fractal possibilitou a criação de antenas que ocupam menos espaço físico, mantendo um comprimento eficaz para captar sinais com eficiência.
Atualmente, a indústria imprime esses componentes diretamente em partes internas com o uso de lasers e revestimento metálico, otimizando o espaço a cada milímetro disponível.
A física das ondas de rádio também influencia o encolhimento das peças, pois o tamanho ideal de uma antena deve representar cerca de um quarto do comprimento de onda do sinal.
Atualmente, redes modernas operam em frequências mais elevadas que os antigos sinais analógicos, resultando em comprimentos de onda menores e antenas mais compactas. Por exemplo, em uma rede de 5 GHz, o comprimento de onda é de aproximadamente 6 cm, exigindo uma antena de apenas 1,5 cm para funcionar.
Infraestrutura também colaborou
Anteriormente, a disponibilidade de antenas era limitada, exigindo que os dispositivos captassem sinais distantes. Hoje, as torres modernas e próximas possibilitam que os telefones não precisem de tanto alcance, permitindo o uso de estruturas menores e menos potentes.
Além disso, novas tecnologias de direcionamento de feixe (beamforming) otimizaram o sinal ao encaminhá-lo de forma inteligente entre a torre e a antena reduzida do dispositivo.
Um exemplo prático dessa evolução é o modelo Motorola 8000X, o primeiro celular comercial do mundo, lançado em 1984, que possuía uma antena de grandes dimensões necessária para compensar a escassez de redes da época, evitando quedas de chamadas devido a obstruções físicas. No entanto, problemas de desenvolvimento também fazem parte dessa trajetória: o iPhone 4, em 2010, teve falhas de sinal quando o contato manual causava curto-circuito entre seções da moldura externa, que era utilizada como antena.
Um smartphone moderno incorpora múltiplas antenas para funções distintas, como sistemas dedicados para frequências de redes móveis 4G e 5G, conexões Wi-Fi, Bluetooth, GPS, e tecnologias de comunicação por campo de proximidade para pagamentos. Hoje, são dezenas de componentes de conectividade que funcionam em perfeita harmonia.