Dois adolescentes, um de São Paulo e outro do Paraná, foram detidos pelas autoridades após estarem envolvidos em crimes sexuais contra uma menina de 13 anos.
A Polícia Civil iniciou a Operação Battle Royale nesta quarta-feira (1º) para apreender os suspeitos, que têm 14 e 15 anos. Os jovens teriam cometido atos de abuso sexual dentro do jogo Free Fire contra a adolescente.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em colaboração com a Polícia Civil do Paraná. Durante a ação, um dos suspeitos, de 15 anos, foi preso em Ibiporã, região metropolitana de Londrina, portando conteúdo ilegal em seu smartphone.
O outro adolescente, de 14 anos, foi capturado pela Polícia Civil de São Paulo após a execução de um mandado de busca na cidade de Capivari. Ambos são suspeitos de crimes como estupro de vulnerável, incitação ao suicídio e posse de imagens de abuso sexual infantil.
Free Fire e a Lei Felca
A apreensão dos adolescentes traz à tona debates sobre o uso de plataformas digitais por menores. Com a recente implementação da “Lei Felca” (ECA Digital, Lei nº 15.211/2025), o Free Fire teve que modificar algumas de suas funcionalidades, principalmente aquelas relacionadas a transações financeiras.
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- É importante ressaltar que o Free Fire não aplicará um sistema de verificação de idade, permitindo que menores joguem com autorização dos responsáveis;
- Plataformas de games, com chats integrados, apresentam riscos significativos, permitindo a ação de predadores e outros jogadores mal-intencionados;
- Jogos como League of Legends foram temporariamente restritos para menores de 18 anos em virtude das novas diretrizes;
- Serviços de comunicação, como o Discord, têm se mostrado caminhos utilizados para a prática de atividades ilegais.
Por serem menores, os adolescentes apreendidos devem enfrentar consequências de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que pode incluir internação e medidas socioeducativas. Para crimes cometidos por maiores de 18 anos, as punições podem variar de 2 a 15 anos de reclusão.
Na última semana, a Polícia Civil também deteve 16 pessoas em São Paulo, suspeitas de praticar o golpe do “falso advogado”. Fique por dentro das principais notícias e análises seguindo a TecMania nas redes sociais e assine nossa newsletter para receber atualizações diretamente em seu e-mail.
