A competição pela liderança no mercado de celulares tem se tornado extremamente intensa, levando a divergências entre importantes instituições de pesquisa: a Omdia e a Counterpoint Research. Enquanto a Omdia posiciona a Samsung como a líder, a Counterpoint concede esse título à Apple.
A Samsung possui uma fatia de mercado que varia entre 20% (segundo a Omdia) e 22% (segundo a Counterpoint), sendo seus resultados impulsionados pela linha Galaxy S26.
As pré-vendas globais dessa série superaram os números da geração anterior em 10%, reafirmando o compromisso da Samsung com aparelhos de maior valor. No segundo semestre, a marca planeja lançar sua nova linha de celulares dobráveis, que trará uma versão ampliada do Galaxy Z Fold.
No entanto, a Counterpoint destaca uma desaceleração de 6% nas remessas da Samsung, resultante de problemas na distribuição do Galaxy S26. Além disso, a empresa enfrenta um declínio no segmento de smartphones básicos.
A Apple, por outro lado, mantém entre 20% (Omdia) e 21% (Counterpoint) de participação. Segundo dados da Counterpoint, é a primeira vez que a empresa ocupa a liderança no primeiro trimestre do ano, com um crescimento anual de 5%.
O êxito da Apple é atribuído à forte demanda pela série iPhone 17 e sua presença significativa nos mercados de alto valor em lugares como China, Índia e Japão.
Além disso, a empresa demonstra maior resiliência diante da crise de fornecimento de componentes de memória, graças a sua cadeia de suprimentos bem integrada.
Panorama do mercado de celulares
Além das duas principais marcas, a Xiaomi se encontra na terceira posição, mas tem enfrentado a maior queda nas remessas devido à sua dependência do setor de entrada, que está em declínio.
As fabricantes OPPO e vivo ocupam o quarto e quinto lugares, com 11% e 8% de participação, respectivamente. A Nothing, por sua vez, está ganhando destaque com seu Phone (4a), que pode ser lançado no mercado brasileiro.
O mercado global de celulares enfrenta pressões, impulsionadas pelo aumento nos custos de componentes e instabilidades econômicas. A Omdia aponta um crescimento de apenas 1% no período, sustentado pela antecipação no abastecimento de estoques.
Em contrapartida, a Counterpoint reporta uma queda de 6% nas remessas globais, consequência da escassez de memórias DRAM e NAND, além das tensões na região da Ásia Ocidental.
Os preços das memórias para dispositivos móveis aumentaram cerca de 90% no primeiro trimestre, com previsões de um novo aumento de 30% no próximo período. Essa situação ocorre porque os fornecedores estão priorizando o atendimento a centros de dados voltados à inteligência artificial.
Diante desse cenário, a Omdia projeta uma retração de 15% no mercado global de smartphones até 2026. As fabricantes deverão priorizar a lucratividade em detrimento do volume de vendas, podendo descontinuar modelos com margens financeiras baixas.
Além disso, as tendências do setor incluem um foco maior em aparelhos recondicionados para atender consumidores com orçamentos restritos, bem como a ampliação do uso de serviços digitais e ecossistemas para geração de receita.
A expectativa é que a crise no fornecimento de memórias perdure até o final de 2027.