Fortalecendo Políticas Públicas de Gênero: Parceria entre o Ministério das Mulheres e a UFRRJ
No último dia 30 de abril, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou da assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), localizado em Seropédica, RJ. Este evento marca um passo significativo na implementação de ações voltadas para o enfrentamento da violência contra as mulheres, em alinhamento com o Pacto Brasil e o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios.
A Importância do Acordo
O ACT estabelece um conjunto de atividades conjuntas que incluem a formação e certificação de profissionais e a promoção de intercâmbios de conhecimento. A ministra Lopes enfatizou que este acordo pode ser um divisor de águas na capacitação de recursos para abordar as violências que afetam as mulheres em diferentes contextos, como no ambiente familiar ou no trabalho. Com uma população de aproximadamente 84,8 mil habitantes em Seropédica, onde as mulheres representam cerca de 51,78%, a necessidade de políticas públicas eficazes e informadas se torna evidente.
Escuta e Compreensão: Elementos Essenciais
Uma das questões levantadas pela ministra é a necessidade urgente de entender quem são essas mulheres e quais são suas demandas. "Não se constrói política pública eficaz sem escuta e sem conhecer as realidades," destacou. Essa abordagem reflexiva reforça o papel da academia como espaço crucial para a construção do conhecimento aplicado às realidades locais.
Estrutura das Ações Propostas
O acordo é inovador, prevendo diversas ações, como formação educativa para a sensibilização sobre violências e a certificação de atividades experiências formativas. Ele também articula-se com a Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, criando uma rede de suporte mais robusta. A cooperação será descentralizada, envolvendo não apenas a universidade, mas também governos estaduais e municipais e organizações da sociedade civil.
A Dimensão Social do Combate à Violência
A implementação do ACT será realizada em um período inicial de 12 meses e prevê ações nos três níveis de prevenção do feminicídio: primário, para evitar a violência; secundário, para intervenção precoce; e terciário, para mitigar os efeitos da violência já existente. As instâncias de gestão pública e o setor educacional estão sendo convocados a trabalhar em conjunto para que a profissionalização das ações se traduza em melhorias concretas para a sociedade.
O Papel da UFRRJ
A UFRRJ, com sua rica comunidade acadêmica composta por mais de 26 mil estudantes, terá um papel central na execução das atividades previstas. O vice-reitor da UFRRJ, César Augusto da Ros, enfatizou que a colaboração deve se estender para além dos muros da universidade, destacando que a luta contra a violência de gênero deve irradiar por todo o tecido social.
Produção de Conhecimento e Mobilização
Durante a cerimônia, a ministra também liderou uma conferência abordando a importância das instituições de ensino superior na promoção da igualdade e no enfrentamento de diversas formas de discriminação, como as de gênero e raça. Esta parceria não apenas fortalece as políticas públicas, mas também promove um ciclo contínuo de produção de conhecimento e mobilização social.
Conclusão
Este Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério das Mulheres e a UFRRJ representa um marco significativo na luta contra a violência de gênero no Brasil. Ao unir esforços entre o governo e a academia, estabelece-se um caminho promissor para a formação de uma sociedade mais justa e inclusiva, onde as demandas das mulheres sejam ouvidas e respeitadas. A expectativa é que esta iniciativa inspire outras universidades e organizações a se unirem a essa causa urgente.