Banco Central Inova com Sistema Gratuito para Proteger Contra Abertura Fraudulenta de Contas

Novo serviço do Banco Central oferece um bloqueio preventivo gratuito contra a abertura indevida de contas bancárias em nome do cidadão.

O Banco Central do Brasil apresenta um novo recurso de proteção contra fraudes de identidade no sistema financeiro. O serviço, chamado BC PROTEGE+, possibilita que qualquer cidadão bloqueie a abertura de contas bancárias em seu CPF de forma preventiva.

O BC PROTEGE+ é um serviço gratuito, que pode ser ativado a qualquer hora, funcionando como um mecanismo de segurança entre o usuário e as instituições financeiras.

A solução para um problema comum

Um dos fraudes mais recorrentes no Brasil refere-se ao uso de dados pessoais de terceiros para criar contas em nome de vítimas. Essa prática é conhecida como “conta laranja”. As vítimas frequentemente se dão conta do problema somente quando já enfrentam dívidas indevidas ou complicações legais que não são de sua responsabilidade.

Interface do BC PROTEGE+ no portal Meu BC, onde o usuário pode ativar ou desativar o bloqueio e consultar o histórico de ativações nos últimos seis meses. Imagem: Banco Central.

O BC PROTEGE+ atua antes que o problema ocorra. Com a ativação do serviço, o CPF do usuário é incluído em uma lista de bloqueio oficial. Mesmo que um fraudador possua os dados da vítima, ele não conseguirá abrir uma conta.

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Todas as instituições financeiras são obrigadas a consultar o sistema do Banco Central antes de iniciar qualquer relacionamento novo.

O que é bloqueado e o que permanece em funcionamento

Com a proteção ativada, o serviço impede a abertura de contas correntes, poupanças e contas de pagamento pré-pagas em qualquer banco, seja digital ou tradicional. Ele também bloqueia a possibilidade do CPF ser utilizado como titular ou representante em contas de terceiros ou entidades.

Fraudes utilizando dados de terceiros para abertura de contas sem autorização são uma das questões mais frequentes no sistema financeiro brasileiro.

No entanto, o serviço não interfere nas contas bancárias já existentes, que continuam funcionando normalmente, assim como os cartões de crédito e débito. As chaves Pix, transferências e empréstimos nas instituições em que o usuário já possui conta permanecem ativos sem restrições.

Como ativar a proteção

O acesso ao BC PROTEGE+ deve ser feito através da área logada do Meu BC, o portal de serviços do Banco Central. Para isso, é necessário possuir uma conta Gov.br de nível Prata ou Ouro, e ter a verificação em duas etapas ativada. Essa medida garante que apenas o titular do CPF esteja realizando a solicitação.

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Caso o usuário ainda não tenha o nível Prata ou Ouro, ele precisa concluir essa validação primeiro, que pode ser feita por reconhecimento facial no aplicativo do governo ou vinculando a uma conta bancária já existente. Após isso, ativar o serviço é simples: basta acessar o Meu BC, localizar o card do BC PROTEGE+ e clicar em ativar.

Ao ativar, o sistema exibirá uma tela de confirmação antes de registrar o bloqueio junto às instituições financeiras. Imagem: Banco Central.

Desativação para abertura de contas

A proteção pode ser desativada a qualquer momento, no entanto, deve ser feito antes da abertura de uma nova conta. Se a proteção estiver ativa, a instituição financeira automaticamente receberá a negativa e não procederá com o cadastro.

Uma funcionalidade interessante é a possibilidade de programar a reativação da proteção ao desativá-la. Assim, o usuário pode escolher uma data para que o bloqueio volte a ser ativado automaticamente, garantindo que não esqueça de reativar a proteção após a abertura de conta.

Empresas também têm a opção de utilizar esse serviço, podendo fazer a ativação através de um colaborador autorizado pelo representante legal da empresa na plataforma Gov.br.

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