Frio Intenso em Mato Grosso do Sul: Impactos Desastrosos na Pecuária com a Morte de Mais de 80 Bovinos

O Impacto do Frio no Rebanho de Mato Grosso do Sul

Recentemente, Mato Grosso do Sul vivenciou uma onda de frio intenso que trouxe graves preocupações para pecuaristas e órgãos de saúde animal. A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) está em alerta, investigando a morte de pelo menos 83 bovinos em diversas propriedades rurais da região.

Causas das Mortes

A maioria das mortes ocorreu em Nova Andradina, onde 74 bovinos foram perdidos em quatro fazendas diferentes. As ocorrências coincidiram com temperaturas que caíram abaixo de 7°C e sensação térmica próxima a 0°C, fatores que podem ter contribuído para a hipotermia, a principal suspeita dessa tragédia.

A hipotermia é uma condição médica severa resultante da perda excessiva de calor corporal, e sua gravidade aumenta quando acompanhada de ventos fortes e umidade. Analisando melhor essa situação, é crucial considerar algumas variáveis que podem tornar os animais mais vulneráveis:

Fatores Agravantes

  1. Falta de abrigo: A exposição dos bovinos em pastagens abertas aumenta os riscos, tornando-os suscetíveis aos efeitos do tempo severo.
  2. Idade e saúde: Animais jovens ou com saúde comprometedora têm maior dificuldade em lidar com condições climáticas adversas.
  3. Estado nutricional: Bovinos mal alimentados não dispõem de reservas energéticas suficientes, o que é essencial para a manutenção do calor corporal.

Recomendando Medidas Preventivas

Diante do quadro alarmante, a Iagro está reforçando a importância de medidas preventivas que podem ser adotadas para proteger o rebanho e evitar prejuízos econômicos. Algumas das principais orientações são:

  • Criação de barreiras contra o vento: Proporcionar zonas de abrigo, como áreas com vegetação, onde o gado possa se proteger.
  • Suplementação alimentar: Aumentar a oferta de nutrientes energéticos na dieta dos animais para ajudá-los a enfrentar o estresse térmico.
  • Afastamento de áreas de risco: Manter o gado afastado de pastos expostos ou locais muito próximos de corpos d’água durante as noites mais frias.
  • Atenção aos vulneráveis: Fazer um acompanhamento veterinário rigoroso para os animais mais fracos ou jovens.

O problema das condições climáticas adversas não é novidade para os pecuaristas da região. Em 2023, uma crise semelhante resultou na morte de mais de 2,5 mil bovinos, reforçando a urgência de gestão e prevenção para garantir a saúde do rebanho.

Em um contexto onde a mudança climática pode se intensificar, o setor agropecuário deve estar sempre preparado e atento para proteger seus ativos mais valiosos. É fundamental unir esforços para garantir bem-estar animal e a sustentabilidade econômica do agronegócio em Mato Grosso do Sul.

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