A Meta decidiu encerrar sua colaboração com a Sama, após funcionários denunciarem que estavam analisando vídeos íntimos de usuários. A empresa de Zuckerberg afirmou estar investigando a situação.
O contrato da Meta com a companhia queniana Sama foi encerrado depois que surgiram relatos de que funcionários estavam envolvidos na análise de vídeos de pessoas em momentos íntimos utilizando os óculos Ray-Ban Meta. A decisão da Meta foi tomada em resposta ao desempenho insatisfatório da Sama, embora a empresa discorde dessa alegação.
Em fevereiro, em entrevistas para os jornais suecos Svenska Dagbladet e Goteborgs-Posten, funcionários da Sama revelaram que analisavam vídeos de usuários em locais como banheiros e em situações íntimas. Um deles comentou: “Vimos de tudo, desde salas de estar a corpos nus”.
Menos de dois meses após essas declarações, a Meta decidiu romper o contrato com a Sama, resultando na demissão de mais de 1.100 trabalhadores. Em um comunicado à BBC, a empresa de Zuckerberg justificou a rescisão, afirmando que a Sama não atendia aos padrões de qualidade exigidos.
Por outro lado, a Sama defende que sempre cumpriu os exigentes padrões operacionais e de qualidade exigidos pela Meta. A empresa afirma que não foi notificada sobre qualquer falha e reafirma a integridade do seu trabalho.
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Óculos inteligentes como “espiões” eficazes
Os óculos inteligentes, como os Ray-Ban Meta, vêm ganhando popularidade devido às suas capacidades de gravação. Entretanto, a presença de pequenas câmeras nesses dispositivos levanta preocupações sobre a possibilidade de filmagens não autorizadas.
No final do ano passado, a Meta identificou que esses aparelhos estavam sendo usados para registrar cenas de assédio em estabelecimentos de massagem e baniu as contas envolvidas. O mais recente escândalo envolve a Sama e o envio de conteúdos pessoais para análise por empresas terceirizadas.
Além de gravar conteúdos íntimos, os óculos também podem registrar documentos sigilosos e conversas sem o conhecimento das vítimas. Diante das denúncias, o órgão de proteção de dados do Reino Unido enviou uma carta à Meta, classificando os relatos como “preocupantes”.
A Meta afirmou estar levando as acusações a sério e iniciou uma investigação sobre os relatos, suspendendo ao mesmo tempo o contrato com a Sama. A empresa enfatiza que as fotos e vídeos são privados e que as análises de conteúdos são feitas por humanos para melhorar a performance do produto, sempre com o consentimento explícito do usuário.
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Em alguns casos, a gravação de conteúdos pode ser acidental, mas é fundamental lembrar que filmar pessoas sem autorização é crime em muitos países.
Enquanto isso, a Samsung está prestes a lançar seu “Galaxy Glasses”, que apresenta funcionalidades similares. Siga a TecMania no X, Instagram, Facebook e YouTube e inscreva-se na nossa newsletter para receber as notícias e análises em primeira mão.