Retorno às Raízes: A Reinvenção da Intel que Conquistou a Apple após Duas Décadas

A Apple e a Intel: Uma Nova Parceria no Horizonte

Após mais de um ano de negociações, a Apple está se aproximando da Intel para a fabricação de seus chips, marcando uma reviravolta significativa. Em 2023, a Apple completou a transição para seus próprios processadores da linha Apple M em todos os Macs, encerrando uma relação que começou em 2005, quando Steve Jobs anunciou a migração dos PowerPC da IBM para chips da Intel. Este desligamento parecia definitivo, mas agora, a situação se apresenta de forma diferente.

A estreia do chip M1 em 2020 impulsionou a Apple a desenvolver suas próprias soluções para os Macs, assim como já fazia com o iPhone e o iPad. Curiosamente, a Apple já havia tentado convencer a Intel a fabricar chips para os iPhones, mas a gigante da tecnologia se recusou. Tim Cook, em conversa com Morris Chang, fundador da TSMC, criticou a Intel, dizendo que a empresa “simplesmente não sabe como ser uma foundry”.

Foco em IA: A Estratégia da TSMC

A relação da Apple com a TSMC tem sido essencial, já que esta fabrica a maior parte dos chips avançados utilizados nos produtos da Maçã. No entanto, essa dependência também traz desafios, principalmente em relação à escassez de chips e a questões geopolíticas:

  • Escassez de chips: Com o aumento da demanda impulsionada pela inteligência artificial, a TSMC prioriza clientes maiores, colocando a Apple em competição com empresas como Nvidia e AMD.
  • Geopolítica: A produção de 90% dos chips avançados está concentrada em Taiwan, o que torna a Apple vulnerável a crises nas tensões regionais, reforçando a necessidade de diversificar fornecedores.

A Intel se Tornando Atraente

Embora a Intel não seja a única candidata a essa parceria, sua tecnologia de fabricação, especialmente com o nó 18A, apresenta vantagem competitiva, sendo considerada comparável ao processo de 2 nm da TSMC.

A Apple está analisando essa nova capacidade para os chips M de entrada, com a Intel possivelmente fabricando dispositivos menos avançados, como um primeiro passo estratégico. Além disso, a Intel, sob a liderança de Lip-Bu Tan, está se recuperando ao fechar parcerias com empresas como Nvidia, além de colaborar com a Tesla em novos projetos de chips.

Os termos do acordo entre a Apple e a Intel ainda são incertos, mas fontes já confirmaram que existe uma negociação em andamento. A expectativa é que o nó 18A seja utilizado para os novos chips M, embora outras tecnologias possam ser exploradas. Se essa colaboração avançar, será um marco significativo para a Intel no caminho de se estabelecer como uma foundry confiável.

A Intel já havia perdido a oportunidade de fabricar chips para o iPhone devido a uma avaliação errônea de margens, e posteriormente, também deixou de produzir chips para os Macs. Agora, a perspectiva de um novo acordo indica que a Apple está considerando seriamente a Intel como parceira crucial em suas futuras inovações. O aprendizado da Intel em se posicionar como uma foundry está se tornando evidente e pode resultar em oportunidades incríveis para ambas as empresas.

Imagem | Fortune CEO Initiative

Texto adaptado do site TecMania.

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