Co-presidente da Acer: Eletrônicos nunca mais retornarão aos preços de 2025

O co-diretor executivo da Acer para as Américas acredita que os preços dos produtos devem se estabilizar, embora em um nível diferente do que estávamos acostumados.

De acordo com Germano Couy, co-presidente da Acer nas Américas, é improvável que os preços dos eletrônicos retornem aos níveis anteriores à crise dos chips. Em uma entrevista à TecMania, ele expressa sua preocupação com a possibilidade de produtos a preços semelhantes aos de 2025 no futuro.

Com as incertezas que rodeiam o mercado de computadores, celulares e outros dispositivos que dependem de chips de RAM e SSDs, a indústria tem concentrado sua atenção nos data centers, explica Couy. Ele acredita que, embora a situação possa ser estabilizada e os preços possam cair em relação aos patamares atuais, isso não se aplica aos valores que tínhamos até novembro de 2025.

“As novas tecnologias requerem mais memória. Portanto, meu ponto é que os preços não retornarão aos níveis anteriores, mas a situação deve melhorar,” afirma Couy. “Penso que o mercado de CPUs deve estabilizar mais rapidamente que o de memórias,” acrescenta o executivo.

A constante evolução tecnológica dificultou a manutenção de estoques longos pela Acer e outras empresas antes da crise (Imagem: Toni Ferreira/ Acer)

Brasil se destaca na crise comparado a países vizinhos

Apesar do aumento significativo nos preços de memórias e SSDs, o mercado brasileiro não foi tão impactado quanto outros países da América Latina. Germano Couy atribui essa resiliência à presença de uma indústria local de componentes, o que possibilitou uma maior disponibilidade de peças em comparação a nações vizinhas.

Quando questionado sobre as tendências de queda na venda de aparelhos de entrada, Couy não acredita que essa tendência seja definitiva. Segundo ele, embora o segmento de produtos de entrada seja afetado, não deve desaparecer, como algumas recentes pesquisas indicam.

“Isso não deve acontecer. As fábricas estão retornando à capacidade de produzir componentes acima de 10 nanômetros de tecnologias anteriores. Portanto, quanto às tecnologias um pouco mais antigas, que estão presentes em muitos produtos no nível de entrada, a oferta deve aumentar, mesmo que de forma limitada. Acredito que o segmento continuará existindo até 2028 na América Latina,” explica Couy.

O co-CEO também observa que a Acer enfrentou um impacto menor que seus concorrentes em relação a estoques. No entanto, ele ressalta que os estoques antigos eventualmente se esgotarão, e as mudanças se tornarão mais evidentes para os consumidores. “Não temos controle sobre isso, pois somos apenas um elo nessa cadeia de suprimentos,” conclui o executivo.

A Acer está prestes a lançar notebooks com os processadores Wildcat Lake, que prometem ser uma alternativa mais acessível e eficiente para os consumidores. Siga a TecMania no X, Instagram, Facebook e YouTube, e assine nossa newsletter para receber as últimas notícias e análises diretamente em seu e-mail.

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