Desigualdade Salarial em SC: Mulheres Representam 44% da Força de Trabalho, mas Ganham Menos que os Homens

Desigualdade Salarial em Santa Catarina: O Desafio da Equidade de Gênero

Os dados recentes sobre a força de trabalho em Santa Catarina revelam um panorama preocupante em relação à desigualdade salarial entre gêneros. Segundo análises do Relatório de Transparência Salarial e do 5° Relatório Nacional de Igualdade Salarial, as mulheres representam 44,5% dos vínculos empregatícios em empresas com 100 ou mais trabalhadores, mas ainda enfrentam disparidades significativas em relação aos homens em termos de remuneração.

A Realidade em Números

Até dezembro de 2025, o estado contava com 2.923 estabelecimentos que empregavam quase um milhão de trabalhadores. Dentre estes, cerca de 444 mil vagas eram ocupadas por mulheres. No entanto, a comparação salarial evidencia a injustiça existente: enquanto a remuneração média das mulheres era de R$ 3.408,96, a dos homens alcançava R$ 4.724,02.

No cenário nacional, os números também são alarmantes, mostrando que as mulheres ganham, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado em grandes empresas. Este percentual aumentou em comparação ao ano anterior, refletindo a persistência de um problema que demanda atenção e ação.

A Influência do Fator Racial

Além da desigualdade de gênero, a questão racial também intensifica a disparidade salarial em Santa Catarina. O relatório destaca que o número de mulheres negras no mercado de trabalho cresceu nos últimos anos, porém suas remunerações continuam a ser as mais baixas. Em dezembro de 2025, a média salarial das mulheres negras era de apenas R$ 2.653,75, enquanto mulheres não negras recebiam R$ 3.787,67.

Os homens negros apresentaram uma média de R$ 3.588,67, comparado a R$ 5.284,73 dos homens não negros. Tal cenário evidencia uma intersecção de desigualdades em que as mulheres negras são particularmente afetadas, tanto pela discriminação de gênero quanto pela racial.

A Resposta do Governo

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que a busca pela igualdade salarial vai além da discussão sobre cifras. É essencial abordar as condições de trabalho das mulheres, os direitos que possuem e sua efetiva aplicação no cotidiano.

A ministra da Igualdade Racial, Raquel Barros, também sublinhou a importância desses levantamentos para promover políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero e raça. É fundamental que mulheres negras, frequentemente as mais marginalizadas no mercado de trabalho, tenham seus salários e condições reverberados nas políticas sociais.

A Caminho da Mudança

Embora os dados tragam à tona desafios substanciais, é crucial que iniciativas de conscientização e reforma das práticas de contratação e remuneração sejam implementadas. O empoderamento econômico das mulheres e a equidade salarial são não apenas questões de justiça social, mas fundamentais para o desenvolvimento econômico sustentável.

A desigualdade salarial em Santa Catarina é um campo que exige um olhar atento e ações concretas. Somente através da colaboração entre governo, empresas e sociedade civil poderemos avançar em direção a um futuro mais justo e igualitário para todos os trabalhadores.

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