Você já se deparou com seu celular aquecendo a ponto de parecer que vai fritar? Essa situação pode ocorrer durante o uso diário e é importante entender as causas químicas e funcionais que propiciam o calor excessivo no dispositivo.
O aumento de temperatura de um celular durante certas atividades é algo comum. Quando o aparelho está em uso, ele consome energia, o que naturalmente gera calor.
Quando o celular realiza tarefas mais intensivas, como jogar jogos pesados, usar GPS ou a câmera, seu consumo de energia aumenta, intensificando a dissipação de calor e fazendo com que o aparelho esquente mais rapidamente nas mãos.
Diferente de computadores, os smartphones não contam com ventoinhas para resfriamento, o que torna esse processo mais lento. As empresas utilizam dissipadores passivos que transferem o calor interno para a estrutura do aparelho, permitindo que essa temperatura seja sentida ao toque.
Baterias, química e calor
Um dos principais fatores responsáveis pelo aquecimento é a bateria de íons de lítio. O funcionamento desta tecnologia depende do movimento de íons entre o ânodo e o cátodo, processo que resulta em reações exotérmicas.
Essas reações geram calor naturalmente, e a resistência interna dos materiais à passagem de elétrons converte parte da energia elétrica em térmica. Por isso, a parte traseira do celular tende a esquentar durante o uso intenso.
Durante o carregamento, o processo é invertido: o carregador força os íons de volta ao ânodo, elevando a temperatura e exigindo um controle térmico adicional.
Com o tempo, os ciclos de carga provocam oxidação, afetando a vida útil da bateria. Isso resulta em maior dificuldade para manter a carga e, consequentemente, gera mais calor — é comum que aparelhos mais antigos esquentem mais durante o uso.
Embora recursos como carregamento ultrarrápido sejam vantajosos para economizar tempo, eles injetam uma grande quantidade de corrente elétrica de uma só vez, aumentando a temperatura do dispositivo, mesmo com chips de segurança para evitar curtos.
Muitas pessoas acreditam que apenas o calor pode levar a explosões de celulares, ou que temperaturas superiores a 35º danificam as baterias. Contudo, vários fatores combinados devem ocorrer para que isso aconteça, incluindo a saúde da bateria e sua procedência.
Ambiente e uso também aumentam a temperatura
A busca por sinal de rede é outro fator crítico. Em áreas com cobertura fraca, a antena aumenta sua potência para localizar a torre da operadora, gerando calor significativo.
Problemas de software e aplicativos em segundo plano podem agravar a situação. Se um aplicativo trava e consome muitos recursos, a temperatura pode subir sem explicações. Manter o sistema atualizado pode ajudar a corrigir essas falhas.
Além disso, capinhas densas podem dificultar a dissipação de calor, pois materiais como silicone retêm a temperatura. Retirar a capa durante o carregamento pode ajudar a preservar os componentes do aparelho.
É importante ficar atento à frequência e intensidade com que o celular superaquece, reduz o desempenho ou desliga. Caso isso ocorra de forma habitual e o calor seja insuportável, é aconselhável procurar assistência técnica.
Como a capacidade das baterias de celulares é medida
A capacidade total das baterias de celulares é medida em “miliampère-hora”. Se você está pensando em adquirir um novo celular, vale a pena entender por que essa medida é utilizada.