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Encontro Nacional Aborda Avanços e Desafios no Enfrentamento da Violência contra as Mulheres

Encontro Nacional Debate Avanços e Desafios no Combate à Violência Contra Mulheres no Brasil

Brasília, 20/03/2025 – Profissionais femininas do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) se reuniram no Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a terceira edição do Encontro Nacional de Segurança Pública e Enfrentamento à Violência contra Mulheres, que ocorreu entre os dias 19 e 20 de março. O evento, que celebra os 40 anos da criação das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams), funcionou como um espaço de diálogo, capacitação e troca de experiências sobre a realidade enfrentada pelas vítimas de violência de gênero.

A primeira Delegacia da Mulher foi inaugurada em 1985, em São Paulo, é um marco importante da luta do movimento feminista por direitos e proteção às mulheres. Com a expansão das Deams em todas as regiões do Brasil, tornou-se evidente sua relevância como a principal porta de entrada para mulheres que buscam auxílio diante de situações de violência. Isabel Figueiredo, da diretoria do Sistema Único de Segurança Pública, enfatizou: “Ainda há um número significativo de mulheres que não buscam ajuda de forma alguma. Entre as que buscam apoio, a maioria recorre, primeiramente, às Deams.”

A violência contra a mulher é um fenômeno social complexo e desafiador no Brasil, representando uma grave violação dos direitos humanos. Impacta negativamente a dignidade, a integridade física e psicológica dessas mulheres e demanda políticas públicas robustas e integradas que garantam a proteção, a prevenção e a responsabilização dos agressores.

Durante o encontro, a secretária Nacional de Políticas Sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, ressaltou um dado alarmante: nos últimos 20 anos, o número de mulheres encarceradas no Brasil aumentou em 600%, um cenário que afeta, em sua maioria, aquelas em situação de vulnerabilidade social. Ela também apontou que a baixa presença de mulheres nas forças policiais e no sistema de justiça criminal não é apenas uma questão de equidade, mas um entrave para a eficácia das políticas de segurança pública.

Além de abordar a liderança feminina e o atendimento a vítimas de violência sexual, o encontro também discutiu o uso de tecnologias para chamadas de emergência e a saúde mental das profissionais de segurança pública, refletindo sobre a necessidade de um ambiente mais acolhedor e seguro para as mulheres, tanto como vítimas quanto como trabalhadoras do setor.

Perguntas Frequentes:

  1. O que são as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams)?
    As Deams são unidades da polícia criadas para atender especificamente às mulheres vítimas de violência. Elas oferecem atendimento especializado e acolhedor, visando proteger e apoiar as vítimas.

  2. Qual a importância do Encontro Nacional de Segurança Pública e Enfrentamento à Violência contra Mulheres?
    O encontro é crucial para discutir desafios e avanços no combate à violência de gênero, promovendo capacitação e troca de experiências entre profissionais de segurança pública.

  3. Por que muitas mulheres não procuram ajuda nas Deams?
    Muitas mulheres não buscam ajuda devido ao medo, à vergonha, à falta de conhecimento sobre os serviços disponíveis ou à falta de confiança nas instituições.

  4. Como a sub-representação feminina nas forças policiais afeta a segurança pública?
    A sub-representação feminina pode comprometer a eficácia das políticas públicas de segurança, pois a diversidade nas forças policiais permite uma melhor compreensão das necessidades e violências enfrentadas pelas mulheres.

  5. Quais são as principais ações necessárias para combater a violência contra mulheres no Brasil?
    É necessário fortalecer políticas públicas eficazes, promover a educação e conscientização sobre os direitos das mulheres, ampliar a presença feminina nas forças de segurança e criar redes de apoio para as vítimas.

Fonte
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