Título: Governo Brasileiro Foca em Novas Rotas Aéreas para Desenvolvimento do Turismo na Amazônia
Na última quarta-feira (26 de março), Brasília foi palco do evento “Desafios da Aviação Regional e os Impactos para o Desenvolvimento do País”, promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com a presença do ministro do Turismo, Celso Sabino, e de representantes do setor aéreo e parlamentares da região da Amazônia, o encontro teve como objetivo discutir estratégias para o fortalecimento da aviação regional e a criação de novas rotas aéreas, especialmente em estados que compõem a Amazônia Legal.
O ministro Celso Sabino destacou que o Brasil está vivendo um momento ímpar no turismo, com dados que revelam avanços significativos. Este ano, o país já recebeu 6,7 milhões de visitantes internacionais, o que gerou uma receita de US$ 7,3 bilhões, o maior valor registrado na história do setor. Além disso, foram emitidas mais de 118 milhões de passagens aéreas ao longo de 2024, com um aumento de 40% nos investimentos, totalizando US$ 360 milhões.
“O Brasil, por si só, já é um grande mercado. O maior cliente do turismo nacional é o próprio brasileiro, e os números mostram que estamos vivendo o melhor momento do turismo nacional, resultado do esforço conjunto do governo, do Congresso e de parceiros como a CNC”, afirmou Sabino, reforçando a importância da colaboração entre as esferas pública e privada para atrair novas rotas e voos.
Falando sobre os desafios enfrentados para o desenvolvimento da aviação na Amazônia, o ministro revelou que o Governo Federal está promovendo os destinos turísticos do país em feiras internacionais e estimulando a entrada de empresas aéreas estrangeiras por meio do Programa de Aceleração do Turismo Internacional (PATI). Ele também mencionou a importância da modernização da legislação, incluindo a nova Lei Geral do Turismo, que orienta a atuação do setor e fomenta a concorrência, um fator fundamental para a redução dos preços das passagens aéreas.
José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, enfatizou que a aviação regional deve ser vista como uma ferramenta de integração nacional, essencial para o acesso à Amazônia e outras regiões. “A aviação regional é, muitas vezes, a única via de acesso. Não pode ser tratada como luxo, mas como uma questão de integração nacional. O Brasil não pode depender de apenas duas ou três empresas”, declarou Tadros.
Em resposta aos desafios identificados, a CNC anunciou a formação de um grupo de trabalho com a participação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Congresso Nacional e do trade turístico para buscar soluções conjuntas e eficazes.
Perguntas Frequentes:
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Quais são os principais objetivos do evento sobre aviação regional promovido pela CNC?
O evento tem como foco debater desafios e propostas para o desenvolvimento da aviação regional, especialmente na Amazônia, visando a criação de novas rotas aéreas que estimulem o turismo e a integração nacional. -
Quais indicadores mostram a recuperação do turismo no Brasil em 2024?
O Brasil registrou 6,7 milhões de visitantes internacionais, gerando US$ 7,3 bilhões em receitas, e mais de 118 milhões de passagens aéreas foram emitidas, com um aumento de 40% nos investimentos no setor. -
Qual o papel das companhias aéreas estrangeiras na expansão do turismo no Brasil?
O governo está incentivando a entrada de companhias aéreas estrangeiras por meio do Programa de Aceleração do Turismo Internacional (PATI), o que poderá aumentar a concorrência e oferecer preços mais acessíveis aos passageiros. -
Por que a aviação regional é considerada essencial para a integração nacional?
A aviação regional é muitas vezes a única opção de transporte para acessar áreas remotas, especialmente na Amazônia. Por isso, é vista como crucial para a promoção da integração entre essas regiões e o resto do país. - Quais medidas estão sendo tomadas para resolver os desafios da aviação regional?
O governo brasileiro está promovendo destinos turísticos em feiras internacionais, modernizando a legislação, e formando grupos de trabalho com a participação da Anac e do Congresso para buscar soluções adequadas para o desenvolvimento da aviação regional.