Governo Federal Reforça Compromisso com Reparação no Novo Acordo do Rio Doce
Em uma série de plenárias realizadas em Minas Gerais e Espírito Santo, o Governo Federal, por meio da Caravana Interministerial do Novo Acordo do Rio Doce, trouxe diretamente aos cidadãos afetados pelo rompimento da barragem de Mariana (MG) um espaço de diálogo e esclarecimentos sobre as ações de reparação e desenvolvimento sustentável. O evento, que ocorreu entre os dias 25 e 28 de março de 2024, marcou uma nova etapa de escuta ativa com a população, destacando a importância da inclusão social e o comprometimento com a gestão ambiental.
Na cidade de Timóteo (MG), um dos principais pontos abordados foi a qualidade da água. Representantes do governo reafirmaram a realização de estudos técnicos contínuos para garantir a segurança dos recursos hídricos disponíveis à população, além do compromisso em ampliar a transparência dos dados coletados. As discussões também enfatizaram a pesca, com promessas de uma série de iniciativas voltadas para o fortalecimento da atividade pesqueira. O programa "Pró-Pesca" foi anunciado, que visa proporcionar capacitação e apoio técnico aos pescadores locais.
Em Colatina (ES), a preocupação com a qualidade da água e do pescado foi amplamente debatida. Os profissionais da área ressaltaram que a monitoramento da qualidade das águas, atualmente sob responsabilidade das empresas envolvidas, será transferido para o poder público em março de 2026.
Muitos dos presentes relataram a dificuldade econômica enfrentada após o desastre ambiental e esperam que o Novo Acordo traga reparações justas. Clodomiro de Castro, garimpeiro artesanal de Acaiaca (MG), resumiu a aspirada esperança de muitos ao declarar: "Depois da repactuação, mudou a esperança dos atingidos. A maioria ainda não recebeu, mas agora temos esperança."
Em outras localidades, como Cachoeira Escura (MG), mais de R$ 2,4 bilhões foram anunciados para ações de reestruturação da pesca e aquicultura, visando não só a recuperação ambiental, mas a sustentabilidade econômica das comunidades afetadas. José Gomes, pescador, evidenciou a importância do acordo: "Antes, não sabia quando eles iam pagar. Agora temos quatro anos de auxílio financeiro, melhorou um pouco, já que antes não tínhamos perspectiva".
As plenárias ocorreram em diversos municípios, sempre com a intenção de permitir que os atingidos expressem suas dúvidas e esperanças. A Caravana Interministerial, coordenada por diversos órgãos do governo, destaca a necessidade de uma reparação que se construa de forma coletiva e participativa, onde as vozes dos cidadãos sejam ouvidas e levadas em consideração.
Perguntas e Respostas sobre o Novo Acordo do Rio Doce
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O que é o Novo Acordo do Rio Doce?
O Novo Acordo do Rio Doce é uma repactuação feita pelo Governo Federal para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Mariana, que ocorreu em 2015. O acordo prevê um investimento de R$ 132 bilhões em reparações e compensações para as comunidades afetadas ao longo de 20 anos. -
Quais comunidades estão sendo atendidas pelas ações do Novo Acordo?
O acordo beneficia diversas comunidades ao longo da bacia do Rio Doce, abrangendo municípios em Minas Gerais e Espírito Santo, com foco especial em comunidades tradicionais e populações que dependem da pesca e agricultura. -
Como será garantida a qualidade da água após o rompimento da barragem?
O governo realizará monitoramentos contínuos da qualidade da água, inicialmente conduzidos por laboratórios contratados por empresas envolvidas no desastre e, posteriormente, sob a gestão do poder público a partir de março de 2026. -
O que é o Programa de Transferência de Renda (PTR)?
O PTR tem como objetivo fornecer assistência financeira a pescadores e agricultores familiares afetados, assegurando um apoio de um salário mínimo e meio por mês por até 36 meses, e posteriormente um salário mínimo mensal por mais 12 meses. - Onde posso encontrar informações detalhadas sobre o Novo Acordo do Rio Doce?
Informações detalhadas sobre o Novo Acordo podem ser encontradas na cartilha do acordo disponível no Portal da Secretaria Geral da Presidência e também nas plenárias organizadas pelo Governo Federal nas comunidades afetadas.