A recente série de demissões na Disney, que deve resultar na eliminação de aproximadamente mil vagas, impactou diversas áreas da empresa, especialmente a Marvel Studios. Funcionários foram desligados em cidades como Nova York e Burbank, afetando setores relacionados ao cinema, televisão, quadrinhos, finanças e jurídico.
Esse movimento faz parte de uma reestruturação liderada pelo CEO Josh D’Amaro, cujo objetivo é simplificar operações e reduzir custos em várias divisões. O departamento de desenvolvimento visual da Marvel, que é responsável pela criação de conceitos artísticos e design de personagens, sofreu uma redução significativa, resultando na desmobilização quase completa de sua equipe.
Entre os profissionais afetados, há aqueles que estavam no estúdio há mais de dez anos. Agora, resta apenas um pequeno grupo que ficará encarregado de supervisionar contratações externas. Essa mudança sinaliza uma nova abordagem da Marvel, que deve contar mais com artistas contratados por projeto do que com equipes internas.
Essa decisão está alinhada com a já anunciada diminuição no número de produções da Marvel, tanto no cinema quanto no streaming. Após um período de lançamentos frequentes, a Disney decidiu focar em menos projetos, priorizando o desempenho e a rentabilidade.
Fontes da indústria indicam que esses cortes estão mais relacionados a uma contenção de custos e a uma realocação na escala de produção, e não têm relação com a introdução de inteligência artificial. Em um comunicado interno, D’Amaro esclareceu que as demissões não refletem o desempenho dos empregados, mas sim uma revisão de como a empresa pretende gerenciar seus recursos no futuro.