Ministérios Estudam Parceria para Impulsionar Desenvolvimento na Amazônia
Na quinta-feira, 3 de abril, ocorreu um encontro crucial entre a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. O foco da reunião foi discutir uma possível parceria entre os ministérios com o objetivo de fomentar o desenvolvimento e mitigar as desigualdades regionais, especialmente na região amazônica.
Luciana Santos enfatizou a urgência de incluir a região Norte, particularmente a Amazônia, nos programas de desenvolvimento. “Se não agirmos rápido, as desigualdades vão continuar aumentando cada vez mais”, ressaltou a ministra. Esta declaração ecoa uma preocupação crescente sobre o abismo socioeconômico enfrentado por comunidades amazônicas que, há muito, sofrem com o descaso e a falta de investimento.
Waldez Góes reforçou essa necessidade ao afirmar que é essencial compreender as especificidades de cada região do país. O ministro destacou a importância do investimento em setores como educação, ciência, indústria e infraestrutura para o desenvolvimento da Amazônia. “Precisamos levar desenvolvimento para essa população que historicamente ficou à margem”, afirmou.
No encontro, a ministra mencionou as unidades de pesquisa do MCTI na região, como o Museu Emílio Goeldi em Belém, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia em Manaus, e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá em Tefé, que podem desempenhar um papel-chave na promoção do desenvolvimento e inclusão na Amazônia.
Além dos ministros, a reunião contou com a presença de secretários de diversas áreas. Essa diversidade de expertises pode facilitar a troca de conhecimentos e o delineamento de estratégias que ajudem a atender às necessidades da população amazônica.
Uma das iniciativas destacadas por Luciana Santos é o programa “Mais Ciência na Amazônia”, que, desde 2023, já está promovendo o maior investimento na história da ciência na região. Entre 2024 e 2026, cerca de R$ 3,4 bilhões estão previstos para serem aplicados em ações que vão desde a recuperação e consolidação da infraestrutura de pesquisa até a promoção de capacitação digital e a preservação de acervos.
A expectativa é que essa colaboração entre os ministérios leve a um novo patamar de desenvolvimento para a região amazônica, oferecendo oportunidades e melhorando a qualidade de vida de sua população.
Perguntas e Respostas
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Por que a parceria entre os ministérios é importante para a Amazônia?
- A parceria é crucial para integrar esforços e recursos, promovendo desenvolvimento econômico, melhorando a infraestrutura e reduzindo desigualdades sociais na Amazônia.
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Quais são os objetivos do programa "Mais Ciência na Amazônia"?
- O programa visa investir em ciência e tecnologia, recuperar infraestrutura de pesquisa, apoiar a inovação, ampliar a segurança alimentar e promover a capacitação digital na região entre outros objetivos.
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Qual é o volume de recursos planejado para a Amazônia entre 2024 e 2026?
- Está prevista a aplicação de cerca de R$ 3,4 bilhões em investimento na ciência e tecnologia na Amazônia.
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Como a inclusão da região Norte nos programas de desenvolvimento pode afetar a população local?
- A inclusão pode trazer melhoria nas condições de vida, acesso a educação e saúde, e oportunidades de emprego, contribuindo para a redução das desigualdades sociais.
- Que unidades de pesquisa estão envolvidas no apoio ao desenvolvimento da Amazônia?
- O Museu Emílio Goeldi em Belém, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia em Manaus, e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá em Tefé são algumas das unidades mencionadas que podem colaborar nesse processo.