Ministério da Saúde amplia acesso a medicamentos para pacientes com doença falciforme
O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (3), a inclusão do medicamento deferiprona no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da sobrecarga de ferro em pacientes com doença falciforme. A decisão visa beneficiar milhares de pessoas que, devido à frequência de transfusões sanguíneas necessárias para controlar crises de dor e outras complicações, enfrentam o acúmulo de ferro no organismo.
A sobrecarga de ferro é uma condição comum entre os portadores da doença falciforme e, se não tratada, pode levar a danos severos em órgãos vitais, como coração, fígado e glândulas endócrinas. A deferiprona é um quelante de ferro, uma substância capaz de se ligar ao ferro em excesso e facilitá-lo a ser eliminado pela urina. O medicamento se destaca por ter uma melhor posologia em comparação a outras opções disponíveis, facilitando a adesão ao tratamento que, historicamente, era restrita a pacientes com talassemia maior.
Importância da Iniciativa
“Essa decisão representa um avanço significativo para os pacientes com doença falciforme, ampliando as possibilidades terapêuticas disponíveis no SUS”, afirmou um porta-voz do Ministério da Saúde. Estima-se que no Brasil cerca de 60 mil pessoas vivam com essa condição genética, que afeta a forma dos glóbulos vermelhos, tornando-os em formato de foice e prejudicando a circulação sanguínea.
A doença falciforme é mais prevalente em pessoas negras, conforme demonstrado pelo Boletim Epidemiológico Saúde da População Negra. O tratamento para a doença envolve controlos de sintomas, prevenção de complicações e, em muitos casos, transfusões sanguíneas regulares.
Com a inclusão da deferiprona no SUS, o governo busca oferecer um tratamento mais eficaz e acessível para pacientes que, até agora, viam-se limitados a alternativas menos adequadas. Essa mudança ajuda na luta por um sistema de saúde mais justo e inclusivo.
Perguntas Frequentes
1. O que é a doença falciforme?
A doença falciforme é uma condição genética que altera a forma dos glóbulos vermelhos, resultando em células anormais em formato de foice que prejudicam a circulação e podem causar dor intensa, anemia e outras complicações.
2. Como a deferiprona ajuda pacientes com doença falciforme?
A deferiprona é um quelante de ferro, que se liga ao ferro em excesso no organismo e facilita sua eliminação pela urina. Isso é crucial para prevenir danos a órgãos vitais causados pela sobrecarga de ferro, comum em pacientes que recebem transfusões sanguíneas frequentes.
3. O medicamento já estava disponível no SUS antes da nova incorporação?
Antes da inclusão da deferiprona para pacientes com doença falciforme, seu uso no SUS era restrito a casos de talassemia maior. Agora, a decisão amplia o acesso a todos os pacientes que enfrentam sobrecarga de ferro.
4. Quais são os riscos da sobrecarga de ferro?
Se não tratada, a sobrecarga de ferro pode causar danos graves a órgãos como coração, fígado e glândulas endócrinas, aumentando o risco de complicações de saúde.
5. Quem pode se beneficiar com a inclusão da deferiprona no SUS?
Qualquer paciente com doença falciforme que necessite de tratamento para sobrecarga de ferro pode se beneficiar com a inclusão da deferiprona, oferecendo melhores opções terapêuticas e aumentando a adesão ao tratamento.
Fonte
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