Pacto pelo Pantanal: Governo Brasileiro Intensifica Preparativos para Prevenção de Incêndios em 2025
Na última quarta-feira, dia 26 de março, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu uma oficina em Campo Grande (MS), reunindo representantes do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para estabelecer um pacto de prevenção e controle de incêndios no Pantanal. Essa iniciativa é parte de um esforço coordenado para enfrentar a grave ameaça de incêndios florestais que o bioma poderá enfrentar em 2025, considerado um cenário crítico devido às mudanças climáticas.
O evento, parte do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF), protocolou um mapeamento de área prioritárias a serem protegidas e práticas a serem implementadas. “Estamos aqui para reafirmar o compromisso do Governo Federal com a proteção do Pantanal e a coordenação entre União e Estados. A elaboração de um plano conjunto é fundamental para enfrentarmos os desafios que já nos impõem o cenário climático”, destacou João Paulo Capobianco, ministro substituto do MMA.
A oficina se deu em um contexto de crescente preocupação com os incêndios florestais no Brasil, com especialistas de várias instituições nacionais já alertando sobre riscos elevados de incêndios, especialmente no Pantanal. Essas projeções foram reforçadas em uma reunião recente entre os principais institutos de monitoramento do país, que ressaltaram a urgência de um planejamento integrado e antecipado para a temporada de calor do próximo ano.
André Lima, Secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, enfatizou a importância de iniciar esse trabalho com meses de antecedência. O objetivo é construir estratégias conjuntas, seguindo diretrizes técnicas e promovendo a articulação entre diferentes esferas de governo.
Durante a oficina, os participantes colaborarão na criação de um mapa que ajudará a identificar "lacunas, sobreposições e sinergias" nas ações de proteção ao Pantanal. O resultado dessa colaboração culminará em um pacto federativo que, além de previsão e controle de incêndios, integrará as ações entre diversas instâncias governamentais.
Para reforçar a ideia de ação rápida e eficaz, a ministra Marina Silva também anunciou uma portaria que declara situação de emergência ambiental por risco de incêndios florestais em áreas críticas para 2025. O que propiciará a contratação de brigadistas e a definição de prioridades de maneira emergencial.
Além do suporte governamental, o MMA participará do lançamento do "Pacto Pantanal", um esforço conjunto do estado de Mato Grosso do Sul para consolidar ações e investimentos em infraestrutura, educação e resiliência das comunidades locais.
Com essa iniciativa, espera-se aumentar a capacidade de resposta ao incêndios e melhorar o manejo e a proteção de um dos ecossistemas mais ricos e vulneráveis do mundo.
Perguntas Frequentes sobre a Prevenção de Incêndios no Pantanal
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O que motivou a realização da oficina em Campo Grande?
A oficina foi realizada para articular um plano integrado de prevenção e controle de incêndios no Pantanal, considerando o cenário crítico para 2025 devido às mudanças climáticas. -
Quais instituições participantes estão envolvidas na prevenção dos incêndios?
A oficina contou com a presença de representantes do MMA, IBAMA, ICMBio, além de secretarias de Meio Ambiente e Defesa Civil de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. -
Qual é a importância de um mapeamento das áreas prioritárias?
O mapeamento ajudará a identificar lacunas e sinergias nas ações de prevenção e controle, proporcionando um plano mais eficaz e coordenado entre as diferentes esferas de governo. -
O que é o Pacto Pantanal?
O Pacto Pantanal é uma iniciativa do Governo do Mato Grosso do Sul que busca integrar esforços para promover a resiliência das comunidades e melhorar o combate a incêndios, por meio de investimentos e educação. - Como o governo está se preparando para a temporada de incêndios de 2025?
O governo está antecipando ações com uma portaria que declara emergência ambiental, permitindo a contratação de brigadistas e a implementação de ações baseadas em dados técnicos e científicos.