Uma ação conjunta de 21 nações desmantelou booters ilegais, recolheu dados de 3 milhões de contas criminosas e enviou 75 mil alertas a usuários desses serviços.
A Operação PowerOff foi conduzida por forças policiais e agências de segurança cibernética de 21 países, focalizando a repressão e prevenção de ataques DDoS. O Brasil é um dos nações envolvidas na investigação.
Conforme um comunicado da Europol, os ataques DDoS encomendados representam “uma das tendências mais comuns e de fácil acesso no crime cibernético”, permitindo que pessoas sem habilidades técnicas avançadas sigam tutoriais simples para realizar tais ataques.
Serviços ilegais de booter como alvo principal da operação
Durante a operação, serviços ilegais de booter foram o foco principal. A ação derrubou a infraestrutura responsável por possibilitar os ataques DDoS, que incluía servidores e bancos de dados específicos.
A Europol destacou que a destruição da infraestrutura prejudicou a realização de novos ataques DDoS e evitou que mais vítimas fossem afetadas.
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Três milhões de contas criminosas em posse das autoridades
No decorrer da operação, os agentes apreenderam bancos de dados contendo informações de mais de três milhões de contas ligadas ao crime. Essa ação possibilitou quatro prisões e o bloqueio de 53 domínios, além da remoção de mais de 100 URLs que ofereciam serviços de DDoS nos resultados de busca.
“Esses ataques causam danos significativos a empresas e indivíduos globalmente, visando servidores, sites ou serviços online e tornando-os inacessíveis a usuários legítimos”, completou a agência.
Autoridades enviaram 75 mil alertas aos usuários de serviços DDoS por encomenda
As informações coletadas permitiram que as autoridades enviasssem 75 mil e-mails e cartas de advertência aos usuários envolvidos. Além disso, foram divulgados avisos em plataformas de criptomoedas e blockchain, onde os cibercriminosos costumam realizar pagamentos pelos ataques DDoS.
“O FBI, com suas atribuições exclusivas e parcerias estratégicas, continua a se proteger contra as ameaças cibernéticas”, afirmou um comunicado sobre a Operação PowerOff.
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A lista de países envolvidos nessa ação, que continua em andamento, inclui Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Alemanha, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Polônia, Portugal, Suécia, Tailândia, Reino Unido e Estados Unidos.
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