Os preços dos celulares da Samsung subiram no Brasil. TecMania entrou em contato com a empresa para esclarecer a situação.
Nos últimos dias, os celulares da Samsung tiveram um aumento de preços no Brasil. De acordo com um levantamento realizado pela TecMania, os novos valores podem chegar a 18,93% a mais em relação aos preços de lançamento. Após a consulta, a Samsung informou que fatores geopolíticos, cambiais e logísticos estão influenciando a formação dos preços.
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A crise dos chips tem contribuído para a elevação dos preços. Esse fenômeno não é isolado, visto que em outros mercados, como os Estados Unidos e a Índia, diversas empresas de eletrônicos também têm reajustado os preços para os consumidores finais. Além disso, essa tendência também impacta o Brasil, onde os modelos de categorias de entrada e intermediária estão enfrentando aumentos superiores aos dispositivos de alta gama.
O reajuste de preços da Samsung
Para exemplificar, a versão 5G do Galaxy A17 com 256 GB, que foi lançada em setembro de 2025, sofreu um aumento de 18,93% em seu preço sugerido no site oficial da Samsung Brasil. Em contrapartida, o Galaxy Z Fold 7 com 512 GB teve um reajuste de +4,11%.
Abaixo, veja os ajustes em dispositivos de entrada e intermediários:
| Modelo | Versão (memória e/ou conectividade) | Preço de lançamento | Preço atual | Diferença |
| Galaxy A07 | 256 GB | R$ 1.099 | R$ 1.299 | 18,20% |
| Galaxy A17 | 128 GB (4G) | R$ 1.399 | R$ 1.499 | 7,15% |
| Galaxy A17 | 256 GB (4G) | R$ 1.599 | R$ 1.799 | 12,51% |
| Galaxy A17 | 128 GB (5G) | R$ 1.699 | R$ 1.799 | 5,89% |
| Galaxy A17 | 256 GB (5G) | R$ 1.849 | R$ 2.199 | 18,93% |
| Galaxy A26 | 256 GB | R$ 2.299 | R$ 2.399 | 4,35% |
| Galaxy A36 | 128 GB | R$ 2.699 | R$ 2.999 | 11,12% |
| Galaxy A36 | 256 GB | R$ 2.999 | R$ 3.299 | 10% |
| Galaxy A56 | 128 GB | R$ 2.999 | R$ 3.299 | 10% |
Agora, veja os aumentos nos dispositivos de alta gama:
| Modelo | Versão (memória e/ou conectividade) | Preço de lançamento | Preço atual | Diferença |
| Galaxy S25 FE | 256 GB | R$ 5.499 | R$ 5.799 | 5,46% |
| Galaxy Z Fold 7 | 512 GB | R$ 14.599 | R$ 15.199 | 4,11% |
| Galaxy Z Fold 7 | 1 TB | R$ 16.599 | R$ 17.599 | 6,02% |
| Galaxy Z Flip 7 | 512 GB | R$ 9.199 | R$ 9.799 | 6,52% |
| Galaxy Z Flip 7 FE | 512 GB | R$ 7.199 | R$ 7.399 | 2,78% |
A instabilidade que afeta o setor de eletrônicos é uma realidade global. Além dos aumentos recentes, o mercado de smartphones pode enfrentar uma tendência de reutilização de componentes e até redução em algumas especificações.
Samsung responde à TecMania
Em uma declaração, a Samsung mencionou que “fatores geopolíticos, cambiais e logísticos também podem influenciar esse cenário”. Confira a nota completa:
“A Samsung determina seus lançamentos globais e respectivas estratégias de preço com base em uma análise criteriosa de diferentes fatores, como posicionamento de portfólio, inovação, estabilidade na cadeia de suprimentos e o contexto do mercado. Nosso compromisso é sempre encontrar a estrutura mais adequada para cada categoria e garantir competitividade ao consumidor. Fatores geopolíticos, cambiais e logísticos também influenciam, mas nosso foco permanece em oferecer inovações relevantes a preços competitivos para os consumidores em todo o mundo”.
Até o momento, outras marcas populares ainda não alteraram seus preços no Brasil. Em contrapartida, a Motorola já implementou ajustes em outros países, que elevam o preço de produtos como os celulares da linha Moto G em até 50%.
Em entrevista à TecMania em janeiro, Luciano Barbosa, Head de Operações da DL, distribuidora oficial da Xiaomi no Brasil, afirmou que a crise na cadeia de suprimentos “afectará a todos” e que os repasses aos consumidores são uma questão de tempo. Até o momento, a fabricante chinesa mantém seus preços próximos aos sugeridos no lançamento.
Tablets também tiveram aumento de preços
Além dos smartphones, a crise de componentes afetou os tablets da Samsung no Brasil. O destaque é o Galaxy Tab S10 Lite: um modelo intermediário que, lançado em setembro, viu um incremento de 28% em seu preço.
| Modelo | Versão (memória e/ou conectividade) | Preço de lançamento | Preço atual | Diferença |
| Galaxy Tab S11 | 256 GB (Wi-Fi) | R$ 6.999 | R$ 7.799 | 11,43% |
| Galaxy Tab S11 | 256 GB (5G) | R$ 7.499 | R$ 8.999 | 20% |
| Galaxy Tab S11 Ultra | 512 GB | R$ 9.999 | R$ 10.999 | 10% |
| Galaxy Tab S10 FE | 128 GB (Wi-Fi) | R$ 4.199 | R$ 4.499 | 7,14% |
| Galaxy Tab S10 FE | 128 GB (5G) | R$ 4.699 | R$ 4.999 | 6,38% |
| Galaxy Tab S10 FE+ | 128 GB (Wi-Fi) | R$ 5.299 | R$ 5.499 | 3,77% |
| Galaxy Tab S10 FE+ | 128 GB (5G) | R$ 5.799 | R$ 6.499 | 12,07% |
| Galaxy Tab S10 Lite | 128 GB | R$ 2.799 | R$ 3.599 | 28,58% |
Os ajustes nos preços dos tablets consideram os valores no momento do lançamento e os atuais, todos disponíveis no site oficial da Samsung Brasil.
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O cenário não é otimista para os computadores em nível global. No final de 2025, foi relatado que PCs da popular Dell poderiam ter um aumento de até 30% nos preços. Além disso, a consultoria Gartner indicou que dispositivos baratos poderiam desaparecer do mercado até 2028.
Peças de hardware, como memórias RAM, SSDs e processadores, também têm enfrentado aumentos significativos desde o final de 2025. O TecMania, inclusive, criou um “guia de sobrevivência” para ajudar na montagem de PCs eficientes a preços acessíveis em meio à crise.
